Semi final  escrito em sexta 14 dezembro 2007 16:11

Um dos dias mais incriveis da história do palmeiras o dia que o maior idolo do Corinthians time rival perdeu um penâlti que nos levou a final da libertadores.

Semi-final da Libertadores de 2000. O Palmeiras leva para os pênaltis a disputa. Mais uma vez brilha São Marcos defendendo o pênalti de Marcelinho Carioca, um ídolo da torcida do Corinthians. Nesse dia Marcelinho virou vilão e Marcos o herói. A festa só não foi completa porque o Palmeiras iria perder essa libertadores para o Boca Juniors.

 

Ficha Técnica

Palmeiras 3 (5) x (4) 2 Corinthians

Local: Morumbi
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho
Data: 06/06/2000
Cartões Amarelos: Argel, César Sampaio e Galeano (Palmeiras); Luizão, Kléber, Edu e Adílson (Corinthians)
Gols: Euller 34’/1T, Alex 15’/2T e Galeano 27’/2T (cabeça) (Palmeiras); Luizão 38’/1T (cabeça) e Luizão 4’/2T (Corinthians)
Pênaltis: Marcelo Ramos, Roque Júnior, Alex, Asprilla e Júnior (Palmeiras); Ricardinho, Fábio Luciano, Dinei e Índio (Corinthians)

Palmeiras
Marcos; Rogério, Argel, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio (Tiago), Galeano e Alex; Pena (Luiz Cláudio), Marcelo Ramos e Euller (Asprilla).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Corinthians
Dida; Daniel (Índio), Fábio Luciano, Adílson e Kléber; Vampeta, Edu, Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Luizão (Dinei).
Técnico: Oswaldo de Oliveira.

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Lbertadores 1999  escrito em sexta 14 dezembro 2007 13:12

 

Finalmente a América é Verde. O Palmeiras sofreu para vencer essa libertadores. Marcos brilhou novamente nas disputas de pênaltis. Por fim Zapata mandou o último para a fora e o Palmeiras conquista a libertadores .

 

1º Jogo 02/06/1999 - Quarta-feira  DEPORTIVO CÁLI  1x0  PALMEIRAS 

Local:  Pascual Guerrero (Cáli-COL); Público: 37.000;

 

Árbitro:  Mário Sanchez (CHI); Gol: Bonilla 42' do 1º;

Cartões Amarelos: Yépez, Arce, Rogério e Zinho.

 

DEPORTIVO CÁLI: Dudamel, Pérez, Yépez, Mosquera e Bedoya; Viveros, Zapata, Candelo e Córdoba; Bonilla (Marrero) e Castillo (Rey). Técnico: José Hernández.

 

PALMEIRAS: Marcos, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Alex (Euller) e Zinho; Paulo Nunes e Oséas (Evair depois Galeano). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

 

16/06/1999 - Quarta-feira  PALMEIRAS  2x1  DEPORTIVO CÁLI 

Local: Parque Antártica (São Paulo-BRA); Público: 32.000;

Árbitro:  Ubaldo Aquino (PAR); Gols: Evair (pênalti) 19', Zapata (pênalti) 24' e Oséas 30' do 2º;

Cartões Amarelos: Alex, Zinho, Júnior Baiano, Córdoba, Betancourt, Bedoya, Hurtado e Dudamel; Expulsões: Mosquera 34' e Evair 50' do 2º tempo.

* Nos pênaltis: Palmeiras 4x3 Deportivo Cáli *

Palmeiras: Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério e Euller; (Zinho perdeu)

Deportivo Cáli: Dudamel, Gavíria e Yépez; (Bedoya e Zapata, perderam)

PALMEIRAS: Marcos, Arce (Evair), Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Alex (Euller) e Zinho; Paulo Nunes e Oséas. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

 

  DEPORTIVO CÁLI: Dudamel, Pérez (Gavíria), Yépes, Mosquera e Bedoya; Viveros, Zapata, Candelo (Hurtado) e Betancourt; Bonilla e Córdoba (Valencia). Técnico: José Hernández. .

 

A seguir um video que mostra toda  a campanha  do palmeiras na competição

 

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Mercosul 1998  escrito em sexta 14 dezembro 2007 08:21

Não consegui muitas informações sobre a Copa Mercosul só os placares dos jogos contra o Cruzeiro .

1x2, 3x1 e 1x0 Mais acredito que seja o mesmo time da copa do Brasil pois foi os mesmo finalistas
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Copa do Brasil 1998  escrito em quarta 12 dezembro 2007 19:07

Enfim, a Copa do Brasil é verde. E o passaporte pra América também

Parte da torcida do Palmeiras passou a quinzena de maio de 1998 repetindo um velho e despretencioso ditado: "Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Talvez a frase tenha trazido um pouco mais de calma aos torcedores no segundo jogo da final na Copa do Brasil daquele ano.

Um trauma ressurgiu naquela final. Dois anos antes, o alviverde tinha perdido a mesma Copa do Brasil em casa, diante do Cruzeiro. E olha que em 1996 o Verdão recebeu o adjetivo de um dos melhores times do mundo, conquistando o Campeonato Paulista fazendo mais de 100 gols.

Em 1998 surge uma sina. Mais uma final de Copa do Brasil. E mais uma vez contra o rival mineiro. Na primeira partida, derrota por 1 a 0 e o desespero de volta. Ao Palmeiras só restava vencer e vencer no Palestra Itália.

No dia 30 de maio se realizava o jogo de volta. O Morumbi, como nunca, totalmente pintado de verde e branco. O estádio recebeu mais de 45 mil pessoas na tarde fria de São Paulo.

A tranquilidade chegou logo aos 12 minutos iniciais. Paulo Nunes marcou o primeiro, consolidando como principal artilheiro do Palmeiras na temporada. Mas o resultado (mesmo sendo vitorioso) forçava a decisão nos pênaltis. O palmeirense, nervoso, nunca acreditava no que estava por vir. A cada minuto que passava, a tensão aumentava devido à pressão que os mineiros empurravam para cima do Verdão.

Nos exatos 44 minutos do segundo tempo, o Palmeiras ganhou uma falta na intermediária. Longe, muito longe do gol do então goleiro cruzeirense Paulo César. Sem Arce, que estava na seleção paraguaia se preparando para a disputa da Copa do Mundo daquele ano (Arce era o cobrador oficial de faltas do Palmeiras), Zinho e Arilson disputavam quem cobraria. Após uma conversa amigável, Zinho foi o abençoado pela cobrança.

Tomando muita distância, Zinho correu e chutou forte. A bola passou pela barreira e bateu no chão perigosamente antes de chegar em Paulo César. Com a bola molhada, o goleiro mineiro não conseguiu segurar e não encaixou a bola, deixando livre para Oséas. O atacante, no entanto, estava numa posição totalmente sem ângulo. Para se ter uma idéia, ele chegou a tocar o pé na linha de fundo. Mas a bola, caprichosamente, entrou e levou os palmeirenses presentes no estádio à loucura.

O gol acabou com um martírio palmeirense que já durava pelo menos cinco anos. Desde 1993, o Verdão sonhava com o título da Copa do Brasil, mas perdia chances de conquistá-la com bobagens sem explicação. Em 1992, perdeu para o Internacional em pleno Palestra Itália. Em 1993, foi eliminado pelo Grêmio, antes mesmo de Luis Felipe Scolari assumir a comissão técnica da equipe gaúcha. De novo, no Palestra Itália, o Grêmio arrancou um empate por 2 a 2.

Depois, o time então treinado por Vanderlei Luxemburgo perdeu a vaga para o Ceará, nas quartas-de-final de 1994. Em 1995, novamente o Grêmio arrancou as chances alviverdes de chegar às finais do torneio. Dor muito menos do que a sofrida em 1996, quando nos minutos finais na decisão contra o Cruzeiro, Velloso largou uma bola nos pés do atacante Marcelo Ramos e entregou de bandeja o título para a equipe mineira.

A vitória serviu para tornar o Palmeiras o segundo clube paulista a vencer a Copa do Brasil. Para os torcedores, o título virou muito mais do que uma taça. Trouxe à oportunidade do clube mais uma vez disputar a Taça Libertadores da América e correr atrás do sonho de chegar à Tóquio. E, de fato, o sonho virou realidade. Mas essa história contaremos em outro "Glórias".

Epopéia Alviverde

Desde que a Parmalat acertou a parceria com o Palmeiras, ambos não esconderam que o objetivo maior era chegar ao título mundial interclubes. Para isso, claro, era preciso ganhar a Libertadores. Mas, antes ainda, havia a necessidade de garantir vaga no torneio sul-americano.

Então, nada melhor do que a Copa do Brasil, um campeonato rápido e objetivo. O sistema mata-mata era o favorito de Felipão. Para ganhar o torneio, o clube ainda investiu na contratação de vários jogadores, como Paulo Nunes, Oséas, Arce e Zinho. Até chegar ao título, o Verdão fez 12 partidas: seis vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 21 gols à favor e oito contra.

A estréia do Verdão foi diante do CSA, em Maceió: 1 a 0 para o time paulista. Na partida de volta, no Palestra Itália, o Palmeiras goleou por 3 a 0. O adversário seguinte foi o Ceará. Em Fortaleza, empate em 1 a 1. Em São Paulo, outra goleada: 6 a 0.

Na segunda-fase o Palmeiras enfrentou o Botafogo e perdeu por 2 a 1, no Rio. Porém, ganhou em São Paulo por 1 a 0. O Sport veio em seguida. Em Recife, o Verdão venceu por 2 a 0. Na volta, 1 a 1 foi suficiente para colocar o time nas semifinais.

A vaga na final veio com dois empates contra o Santos. Em São Paulo, o clássico terminou em 1 a 1. No segundo jogo, na Vila, empate em 2 a 2. O Palmeiras explorou a vantagem de marcar mais gols fora. Isso assegurou a vaga do alviverde para as finais.

Na final, primeiro jogo vitória do Cruzeiro por 1 a 0. Na volta, vitória alviverde por 2 a 1 e título garantido.

 

Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro


Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
Data: 30/05/1998
Público: 45.237

Palmeiras: Velloso; Neném, Cléber, Roque Junior e Junior. Galeano, Rogério, Alex (Arilson) e Zinho. Oséas (Pedrinho) e Paulo Nunes (Almir)

Técnico: Luís Felipe Scolari

Cruzeiro: Paulo Cèsar; Gustavo, Marcelo Djean, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivélton (Geovanni); Bentinho (Caio) e Marcelo Ramos

Técnico: Levir Culpi

 

 

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Paulista de 1996  escrito em quarta 12 dezembro 2007 18:59

Palmeiras: O Maior Campeão do Profissionalismo

Diz um velho ditado que o futebol não tem lógica. De fato, muitas vezes o esporte mais popular do mundo pregou surpresas tão inimagináveis como dolorosas. Ninguém melhor para relatar o impacto de um resultado totalmente inesperado do que o próprio torcedor brasileiro. Afinal, a derrota de 1950 para o Uruguai, no Maracanã, parece imortalizada.

O inexplicável tropeço de 1992 diante dos italianos, na Espanha, também pode servir de munição para quem compartilha da tese de que no futebol tudo pode acontecer. Para isso, basta a bola estar rolando.

Mas será que essa história do eterno desacordo entre a bola e a lógica tem tanto sentido que dispensa uma melhor análise? Quem acompanhou o Campeonato Paulista de 1996 certamente vai responder não. Escorado numa estrutura de primeiro mundo, comandado sob alto rigor e dispondo de profissionais de primeiro time, o Palmeiras dismestificou a idéia de que no futebol não há espaço para a lógica. É verdade que em sua campanha sofreu um revés fora dos planos. Perdeu para o Guarani quando dava como certa um passo invicto rumo ao título. Por outro lado, confirmou ao final da competição o que estava escrito desde o início: que seria campeão. Em outras palavras, honrou a expectativa, confirmou as previsões e fortaleceu a lógica.

Mas o que levou o Palmeiras a um sucesso tão esperado quanto brilhante, capaz de compará-lo, até com algumas passadas de vantagem, ao Santos, de Pelé, vai além do que o toque refinado de Djalminha, a eficiência de Rivaldo, a versatilidade de Luizão. O Palmeiras só conquistou a lógica porque usou a cabeça. Enquanto adversários como São Paulo, que entre ataques verbais de seu presidente desfiava um rosário de desculpas e lamentos pela campanha inexpressiva, o Palmeiras se propunha a jogar futebol e mostrar que as vitórias se conquistam praticando, e não falando.

Foi assim, ancorado numa filosofia de sempre estar à frente, que o Palmeiras bateu praticamente todos os recordes de índice técnico na história do futebol paulista. Conduzido pelo dedo perfeccionista e pelo discurso eloquente do técnico Wanderley Luxemburgo, o palmeiras incorporou o estigma de vencedor assumindo por unanimidade a condição de melhor time do Brasil.

 

As razões que conduziram a equipe ao posto de sinônimo de qualidade total se explicam diante de uma saraivada de decisões certeiras. Respaldado pela Parmalat, o Palmeiras mostrou equilibrio, paciência e, sobretudo, competência para reverter um momento difícil, como o vivido em 1995, quando perdeu quatro competições.

Guiado pelo bom senso, pela sensibilidade e por um plano de metas milimetricamente moldado, o clube rasgatou sua credibilidade antes mesmo de o Campeonato Paulista de 1996 começar. O planejamento, aliás, foi um dos principais motivos pela recuperação do time. De olho no passado, os dirigentes palmeirenses evitaram, por exemplo, novos conflitos com os jogadores por causa de pagamentos de prêmios e vitórias. Estipularam valores antecipadamente, lastreados nas conquistas, e geraram motivação. Como retorno, receberam mais confiança e respeito.

Para não comprometer relações internas, o clube também mexeu no elenco. Sete meses depois da reformulação, com o título nas mãos, se tem a convicção de que o Palmeiras mexeu da forma mais correta. Trouxe experiência e prestigiou a juventude de gente como Amaral e Flávio Conceição. Investiu na permanência de Cléber e passou a abrigar outros dois zagueiros de nível de seleção, como Sandro e Cláudio.

O lateral Júnior, contratado sob o ar de incógnita, especialmente para os que torciam pela decadência do time palmeirense, confirmou que Luxemburgo estava certo. O ex-lateral do Vitória mostrou talento, garra e a cada dia tornava a mais remota lembrança de Roberto Carlos.

Se houve uma virtude que marcou a perfomance do Palmeiras por todo o campeonato, esta foi a homogeniedade. Independentemente dos desfalques, da falta de ritmo de um ou outro jogador, o time de Luxemburgo jamais escondeu a face de um grupo que soube conciliar no campo a força técnica. Assim foi, por exemplo, em momentos decisivos, como no primeiro turno, em que venceu todos os clássicos. Ou no segundo turno, quando recebeu o Santos no Palestra Itália e venceu por 2 a 0, assegurando o título por antecipação.


Ao contrário do que parte da imprensa dizia, este Palmeiras não é parecido com o São Paulo de Raí. Afinal, trata-se de um time que independe dos chamados âncoras. O Palmeiras encontra em Amaral, dentro da sua vitalidade, a mesma resposta que encontra em Rivaldo, dentro de seu talento.

Psicologia, seriedade, eficiência, vitalidade. O Palmeiras ofereceu à torcida no Paulista de 1996 um coquetel de prazeres para quem admira um bom futebol. Foram 102 gols, alguns feitos na base dos trancos e barrancos, mas a maioria com toques sutis, jogadas rápidas e conclusões infalíveis. A técnica palmeirense foi um fator decisivo na conquista do título. Não se pode dizer, porém, que foi o principal.

Apoiado em regras claras e objetivas, o Palmeiras se fortaleceu num trabalho psicológico notável, sempre comandado pelo treinador e rapidamente absorvido pelos atletas. Foi mexendo com a mente da equipe que, por exemplo, Luxemburgo conseguiu sustentar, pelo menos durante cinco rodadas, um índice de aproveitamento fantástico, que chegou a produzir médias superiores à quatro gols por partida.

A exemplo de uma grande empresa que atinge excelentes resultados financeiros e produtivos mas se torna alvo de retratação, o Palmeiras também foi desafiado pela própria fama de vencedor. Contudo, a união da equipe e a fidalidade à folclórica tese de que o jogo só termina quando acaba, os jogadores do Palmeiras se mantiveram concentrados durante todo o campeonato. Mesmo depois da derrota para o Guarani, a única na competição, o time jogou na rodada seguinte visivelmente tranquilo e não teve problemas para retomar os caminhos da vitória.


Com a mesma psicologia que fez o Palmeiras sustentar seu interesse permanente pelos três pontos, mesmo envolvido pela inevitável sensação de insuperável, Luxemburgo impôs ao elenco uma atmosfera de humildade. Valorizou jogadores menos badalados e extirpou qualquer principio de estrelismo. Sufocou, por exemplo, a insatisfação de Cláudio logo no começo do ano, quando perdeu a posição para Sandro. Estimulou Cafú a recuperar seu futebol que tanto ajudou na época de São Paulo. Fez de Cléber um zagueiro artilheiro. Deu a Djalminha o espaço necessário para mostrar toda sua habilidade, enquanto garantiu Luizão uma posição de ataque. Para completar, além de potencializar a capacidade de seus suplentes, Luxemburgo conseguiu provar o talento de Rivaldo, melhor jogador do Brasil em 1996.

O Palmeiras terminou o Campeonato Paulista acumulando seu vigésimo primeiro título da forma mais justa possível. Tudo por um simples motivo: a permanente preocupação em se aperfeiçoar.

 

Palmeiras: um time realmente destruidor!

No dia 28 de janeiro a bola começa a rolar pelo Campeonato Paulista. O Palmeiras apresenta à sua torcida suas armas. Uma festa no Palestra Itália e a primeira vítima foi a Ferroviária. Luizão marcou três, Djalminha, Muller e Paulo Isidoro completaram a goleada de 6 a 1 sobre o time de Araraquara.

Era o prenúncio de goleadas e um belo futebol, que seria comprovado com o desenrolar da competição.

Mesmo jogando em Mirassol, longe de casa, o Palmeiras manteve a hegemonia e meteu 7 a 1 no Novorizontino. A torcida se empolgava e na terceira rodada do Paulistão já comparecia em bom número ao Palestra Itália (20.351 pagantes) para assistir a vitória de 3 a 0 sobre o Mogi Mirim.

O único ponto perdido em 15 jogos no primeiro turno foi contra o União São João, em Araras, e se deveu ao erro do árbitro João Paulo Araújo, que invalidou um gol de Muller nos minutos finais da partida, alegando falta de Magrão no goleiro Adnam.

Mas o Palmeiras não se abateu e no jogo seguinte venceu o Juventus por 4 a 1. Um resultado importante pois o time teria pela frente três clássicos importantes contra São Paulo, Portuguesa e Corinthians, sendo que esta sequência seria interrompida em virtude do carnaval.

Mas o Palmeiras não parou. Venceu o São Paulo por 2 a 0 em São José do Rio Preto, deu apenas quatro dias de folga aos atletas e na segunda-feira de Carnaval pela manhã os jogadores e comissão técnica já estavam na estância hidromineral de Serra Negra ( à 160 Km da Capital ) para treinar visando à sequência do campeonato. Resultado: Portuguesa e Corinthians não foram páreo para o time de Luxemburgo e acabaram derrotados pelo mesmo placar: 3 a 1.

O bom desempenho nos clássicos trouxe maior confiança e tranquilidade, que foram essenciais para as vitórias de 3 a 1 contra o Guarani, 2 a 1 de virada frente o Araçatuba, em Araçatuba e 8 a 0 diante do Botafogo em pleno estádio "Santa Cruz".

Nos quatro jogos restantes, mais quatro goleadas. O Rio Branco perdeu de 4 a 1, o América de 6 a 0, em ambas partidas disputadas no Palestra Itália. O resultado mais significativo, porém, ocorreu na Vila Belmiro. O Santos, de Giovani & Cia., foi goleado por 6 a 0, ocasião em que Cléber, ao lado de Rivaldo, foi o grande artilheiro do jogo marcando dois gols cada. Este jogo também garantiu a conquista antecipada do primeiro turno, que valeu vaga para o quadrangular decisivo caso ele viesse a ser realizado. No último jogo, festa no Palestra e 4 a 0 diante do XV de Jaú.

Segundo turno

Previa-se maior dificuldade ao Palmeiras no segundo turno, pois se o time de Vanderlei Luxemburgo reeditasse a campanha da primeira fase seria campeão antecipadamente, não havendo necessidade da disputa do quadrangular.

Mas dentro do campo poucas alterações. Já no primeiro jogo, em Araraquara, goleada de 5 a 1 frente a Ferroviária e o campeão do primeiro turno mostrava que seria difícil vencê-lo. Na volta ao Parque, goleada de 4 a 0 sobre o Novorizontino e, na partida seguinte, em Mogi Mirim, um jogo difícil contra os donos da casa, mas vitória de virada por 2 a 1.

Dois outros resultados elásticos na sequência da competição foram importantes para a disputa dos clássicos. O Palmeiras fez 5 a 0 no União São João e depois 5 a 1 no Juventus, em partida disputada em Jundiaí. Após o jogo, nova retirada para Serra Negra para a terceira e última fase de preparação para a etapa final da competição. Os três classícos trouxeram dificuldades. Diante do São Paulo, vitória por 3 a 2 e um desentendimento entre Luxemburgo e o meia Djalminha, que não gostou de ser substituído. Na partida contra a Portuguesa, no Canindé, 2 a 1 graças à um gol maravilhoso de Cléber e diante do Corinthians, em São José do Rio Preto, o segundo ponto perdido na competição: empate em 2 a 2, com um gol de falta de Marcelinho no último minuto.

A única derrota do Palmeiras ao longo da competição ocorreu em Campinas, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, no dia 09 de maio. O Guarani venceu por 1 a 0 com gol de cabeça do goleiro Silvio. Apenas um susto nos torcedores, mas que não abalou as estruturas do time. A partir daí, o Palmeiras só colecionou vitórias: 3 a 1 contra o Araçatuba, 2 a 1 frente o Rio Branco, 4 a 0 diante do Botafogo e 1 a 0 contra o América.

No jogo que valia o título, o palmeiras precisava apenas de um empate contra o Santos. O Palestra Itália foi palco da festa do torcedor palmeirense, que viu sua equipe vencer o Santos por 2 a 0, gols de Luizão e Cléber, e conquistar de maneira antecipada o título regional. No jogo seguinte, que serviu para entrega das faixas, vitória por 1 a 0 diante do XV de Jaú.

Ao todo foram 30 jogos, sendo 27 vitórias, 2 empates e somente uma derrota. O ataque marcou 102 gols (média de 3,4 gols por jogo) e a defesa sofreu 19 (média de 0,69). O Palmeiras totalizou 83 pontos ganhos e somente 7 perdidos.

O artilheiro da equipe foi Luizão (22 gols), seguido por Rivaldo (18), Djalminha e Muller (15), Cléber (7), Elivélton (6), Júnior e Cláudio (3), Alex Alves, Sandro, Cafú e Paulo Isidoro (2) e Cris, Galeano, Osio, Gustabo e Célio Silva (contra) (1 cada).

 

Palmeiras 2 x 0 Santos

Local: Palestra Itália
Data: 02/06/1996
Árbitro: Oscar Ruiz
Renda: -
Público: Não divulgado

 

Palmeiras: Velloso; Cafú, Sandro, Cléber e Júnior. Galeano, Amaral, Rivaldo e Djalminha; Muller e Luizão

Santos : Edinho; Cláudio, Sandro, Narciso e Marcos Adriano; Gallo, Baiano, Jamelli e Robert; Macedo e Giovanni

 

Gols: Luizão, aos 6 minutos do primeiro tempo e Cléber aos 23 do segundo tempo.

 

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